Este é um dos pontos mais importantes de todo o processo. Na Corticeira Cardoso, todas as pilhas de cortiça antes de serem compradas são sujeitas a uma análise de TCA; Apenas as cortiças de melhor qualidade são adquiridas pela Corticeira Cardoso.
Na altura da recepção da cortiça são eliminados os calços, a mancha amarela e a cortiça com verde. Depois desta 1ª selecção, as cortiças são armazenadas por um período mínimo de seis meses, em pilhas construídas sobre um piso de cimento e vigas para melhorar a circulação de ar e assim secarem mais rapidamente.
Esta é uma etapa fundamental de todo o processo produtivo, já que é nesta fase que são eliminados todos os contaminantes voláteis alojados na cortiça. Este processo consiste na imersão da cortiça em água previamente filtrada a uma temperatura de sensivelmente 100 graus. Em 2006 a Corticeira Cardoso instalou uma caldeira de nova geração. Cozendo apenas uma tonelada por ciclo, com um máximo de seis ciclos/dia, melhora-se a circulação da água, aumentando assim a capacidade de extração de contaminantes e taninos. Este novo processo permite também diminuir de 2 semanas para 3 dias o período de estabilização da cortiça após a cozedura, diminuindo assim a possibilidade do aparecimento de microorganismos susceptíveis de alterar organolepticamente a cortiça.
Nesta fase do processo separam-se as cortiças por calibres (espessura) e qualidade e eliminam-se os defeitos da cortiça.
Este é um processo utilizado pela Corticeira Cardoso, onde através do vapor se procede a uma desinfeção e desodorização da cortiça, antes da sua utilização para a produção de rolhas.
As pranchas de cortiça são cortadas em tiras (traços) com uma largura superior ao comprimento da rolha que pretendemos.
Os traços são perfurados com um tubo de diâmetro superior ao pretendido para as rolhas.
Após a brocagem as rolhas são submetidas a uma desumidificação até atingirem uma humidade relativa entre 5% e 8%. O objectivo desta operação é garantir uma estabilidade dimensional e a prevenção de contaminações micro biológicas.
Nesta fase as rolhas são retificadas dimensionalmente para as medidas pré estabelecidas.
Esta é outra fase do processo muito importante. Com esta operação consegue-se uma desinfeção das rolhas à base de peróxido de hidrogénio.
Após a desinfeção das rolhas, elas são submetidas a um processo de secagem que se divide em duas fases:
a) Secagem rotativa, que impede que numa primeira fase, onde as rolhas ainda estão muito húmidas, o amarelecimento das rolhas;
b) Secagem em estufa num ambiente de ozono, em que as rolhas vão estabilizar a sua humidade até aos parâmetros pretendidos.
Após a secagem das rolhas, vamos proceder à sua classificação em qualidades. Numa primeira fase as rolhas são separadas em oito classes por uma máquina de visão digital, de acordo com a sua porosidade e os seus defeitos. Numa segunda fase, as rolhas são escolhidas manualmente de forma a atingirem a amostra padrão acordada com o Cliente e a serem eliminados os defeitos críticos.
O controle STH, é um control sensorial realizado individualmente rolha a rolha. Este controle é realizado por um técnico, e permite detetar/eliminar todos os odores indesejados que possam trazer desvios sensoriais ao vinho.
Marcação
É a personalização das rolhas para cada Cliente, de acordo com as suas indicações. Este processo pode ser realizado através de métodos tradicionais ou por marcação a laser, garantindo elevada precisão, durabilidade e um acabamento de alta qualidade.
Tratamento de superfície
Nesta fase, aplica-se um tratamento às rolhas para facilitar o seu engarrafamento, a sua extração e melhorar a sua estanquecidade.
As rolhas são embaladas em sacos de polietileno sob vácuo e com SO2 para prevenir qualquer contaminação microbiológica.